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Introdução
Os primeiros estudos significativos sobre microrganismos começaram no século XVII. Um marco importante foi a descoberta de microorganismos por Anton van Leeuwenhoek, um cientista holandês, que em 1676, utilizando um microscópio que ele mesmo construiu, observou pela primeira vez bactérias e outros microrganismos unicelulares. Essa descoberta marcou o início do estudo sistemático do mundo microscópico.
Na metade do século XIX foi quando ocorreram os primeiros estudos enfocados na interação dos microrganismos com o humano. Embora se tratasse de condições negativas (onde esses microrganismos eram maléficos à saúde humana), nomes como Louis Pasteur relacionou microrganismos com determinadas doenças. Refutou a teoria da geração espontânea e mostrou que microrganismos eram responsáveis por processos de fermentação e decomposição, por exemplo. Esses estudos estabeleceram as bases da microbiologia e abriram caminho para uma compreensão mais profunda das interações entre microrganismos e o humano, marcando o início da abordagem científica sistemática para estudar microrganismos e suas implicações na saúde humana.
O que são probióticos
Os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. Esses microrganismos benéficos são comumente associados às bactérias. Há 18 gêneros e aproximadamente 70 espécies desses microrganismos no entanto cerca de 7 dos 18 gêneros e 10 das 70 espécies aproximadamente são estudadas, especialmente aquelas pertencentes às cepas Lactobacillus e Bifidobacterium.
Os probióticos podem ser encontrados em alimentos fermentados, como iogurte, kefir, chucrute e outros produtos similares, além de estar disponíveis em forma de suplementos.
O que limita o uso dos probióticos em alimentos?
O primeiro fator de importância está relacionado a investigar as características patológicas, genética, toxicológicas, imunológicas e gastroenterológicas. É importante conhecer o microrganismos em questão tendo em vista que ele não pode apresentar riscos associados à saúde e ser compatível com a matriz alimentar não devendo produzir substâncias que alteram negativamente a cor, o sabor (diacetil, ácidos orgânicos, enzimas proteolíticas e lipolíticas, ácido orgânico, etanol), o aroma e a textura dos alimentos (gás, exopolissacarídeos, enzimas proteolíticas), além de não influenciarem no desenvolvimento das culturas starters. Algumas espécies de microrganismos podem produzir substâncias antimicrobianas – como bacteriocinas – que podem comprometer o desenvolvimento das culturas starter, consequentemente modificando os atributos sensoriais.
O microrganismo deve ser viável economicamente e possível de produzir em grande escala. Além disso, deve resistir à variação de diversos parâmetros de processamento, armazenamento e preparo do alimento para consumo, mantendo uma população de células viáveis entre 10^6 a 10^8 por grama de produto. Isso é crucial para que ainda traga benefícios à saúde ao passar pelo trato gastrointestinal, já que se trata de um ambiente com baixo nível de oxigênio, variações de pH, limitação de nutrientes, alta osmolaridade, oxidação e peristaltismo.
Benefícios dos probióticos
Equilíbrio da Microbiota Intestinal
Uma das principais áreas em que os probióticos demonstram impacto positivo é no equilíbrio da microbiota intestinal. O intestino humano é habitado por trilhões de microorganismos, conhecidos coletivamente como microbiota, que desempenham um papel crucial na saúde geral. Os probióticos ajudam a manter essa comunidade microbiana em equilíbrio, promovendo a proliferação de bactérias benéficas e inibindo o crescimento de microrganismos prejudiciais.
Melhoria da Saúde Digestiva
Os benefícios dos probióticos para a saúde digestiva são bem documentados. Eles auxiliam na quebra de alimentos, na absorção de nutrientes e na prevenção de problemas gastrointestinais, como constipação e diarreia. Além disso, os probióticos podem ser úteis na gestão de condições como a síndrome do intestino irritável (SII) e a doença inflamatória intestinal (DII).
Fortalecimento do Sistema Imunológico
A relação entre o intestino e o sistema imunológico é complexa, e os probióticos desempenham um papel crucial nessa interação. Ao manter a integridade da barreira intestinal e modular a resposta imunológica, os probióticos ajudam a fortalecer as defesas naturais do organismo contra infecções e doenças.
Gestão de Doenças Metabólicas
Pesquisas recentes sugerem que os probióticos podem desempenhar um papel na gestão de doenças metabólicas, como a diabetes tipo 2. Alguns estudos indicam que certas cepas de probióticos podem influenciar positivamente a sensibilidade à insulina e o metabolismo da glicose, oferecendo assim benefícios para aqueles que sofrem de condições metabólicas.
Promoção da Saúde Mental
A conexão entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, tem ganhado destaque na pesquisa científica. Os probióticos podem desempenhar um papel na regulação do humor e na redução do estresse e da ansiedade, sugerindo um possível benefício para a saúde mental.
Considerações finais
Embora os probióticos ofereçam uma variedade de benefícios à saúde, é crucial notar que nem todos os probióticos são iguais. Cada cepa pode ter efeitos específicos, e a eficácia pode variar de pessoa para pessoa. Antes de iniciar qualquer regime de probióticos, é aconselhável consultar um profissional de saúde para determinar a abordagem mais adequada.
Em resumo, os probióticos representam uma ferramenta valiosa para promover a saúde humana, influenciando positivamente a microbiota intestinal, fortalecendo o sistema imunológico, melhorando a saúde digestiva e potencialmente contribuindo para o manejo de diversas condições de saúde. Incorporar alimentos ricos em probióticos na dieta diária ou considerar suplementos sob orientação profissional pode ser uma estratégia valiosa para alcançar e manter um equilíbrio saudável no microbioma intestinal.
A relação entre a saúde intestinal e o envelhecimento saudável é um tópico relevante, e é aqui que serviços inovadores do mundo lácteo podem desempenhar um papel crucial. Produtos lácteos enriquecidos com probióticos não apenas contribuem para a saúde digestiva, mas também oferecem benefícios específicos para a população.
Com o envelhecimento da população em ascensão, o mercado mundial está experimentando um crescimento exponencial. Prevê-se que, entre 2020 e 2050, o número de pessoas idosas com mais de 80 anos triplique, o que representa uma oportunidade significativa para setores voltados para o bem-estar dessa faixa etária.
Nesse contexto, destaca-se o mercado de probióticos como um dos segmentos mais promissores. Até 2026, estima-se que esse mercado movimentará incríveis 84.5 bilhões de dólares, uma margem substancialmente superior aos 56.6 bilhões registrados em 2021 (Zang e George, 2010). Esses números refletem a crescente conscientização sobre a importância da saúde intestinal, especialmente entre os idosos.
Empresas que se destacam nesse cenário investem em pesquisas para desenvolver produtos lácteos personalizados, adaptados às necessidades nutricionais dos idosos. Esses produtos não só fornecem uma fonte rica em probióticos, mas também podem incluir ingredientes adicionais que promovem a saúde óssea, a função cognitiva e outros aspectos importantes do envelhecimento saudável.
Portanto, ao considerar o dinamismo do mercado de probióticos e a expansão do segmento de idosos, é evidente que os produtos lácteos desempenham um papel crucial na promoção da saúde e do bem-estar. Empresas que oferecem soluções inovadoras e personalizadas neste setor têm a oportunidade de atender às crescentes demandas de uma população global que busca ativamente maneiras de envelhecer de maneira saudável e ativa.
Escrito por: Jhonathan Gusmão.
Revisado por: Evandro Martins
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Referências:
Brock, T. D. (1999). Robert Koch: A Life in Medicine and Bacteriology. ASM Pre
Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação; 2001.
Jeong et al., 2022; Oba et al., 2022; Chaudhary et al., 2023
Shaping the Future of Probiotics and Prebiotics, Zang e George; 2010
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